No ano que vem, quando o circo da Fifa desembarcar de novo por aqui, as
manifestações voltarão. Maiores e mais poderosas? Vai depender de muita coisa,
inclusive de como andarem os ensaios desse novo diálogo de relacionamento. Quem
se assenta nas cadeiras do poder deve estar preparado para a reincidência dos
atos. E está, na verdade.
Em razão do rescaldo de junho
e da perspectiva de outra balbúrdia pré-eleitoral é que pinta no horizonte um
cheiro de novo no pleito próximo. Convém repetir que não se deve esperar
revolução, ancorada em coisa do tipo: “Eleição é farsa! Vote nulo!”. Os
chamados recados das urnas já vêm dando na praia disputa após disputa, quando
um terço dos eleitores se abstém ou quando a metade da Câmara Municipal é posta
porta a fora. Virá mensagem mais nítida do que foi possível ler nos milhares de
cartazes.
E o sujeito que se
candidatar, seja lá para que cargo for, que não venha com o mesmo discursinho
furado de sempre: “Por mais saúde, educação e justiça social”. Não, isso não!
Informe-se sobre as atribuições da função e reflita como poderá contribuir por
uma sociedade mais evoluída. Não venha encher mais a paciência do eleitor. Ela
já estourou. (transcrito do jornal O Tempo)

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