sábado, 20 de julho de 2013

UMA COPA DE PROTESTOS


No ano que vem, quando o circo da Fifa desembarcar de novo por aqui, as manifestações voltarão. Maiores e mais poderosas? Vai depender de muita coisa, inclusive de como andarem os ensaios desse novo diálogo de relacionamento. Quem se assenta nas cadeiras do poder deve estar preparado para a reincidência dos atos. E está, na verdade.

     Em razão do rescaldo de junho e da perspectiva de outra balbúrdia pré-eleitoral é que pinta no horizonte um cheiro de novo no pleito próximo. Convém repetir que não se deve esperar revolução, ancorada em coisa do tipo: “Eleição é farsa! Vote nulo!”. Os chamados recados das urnas já vêm dando na praia disputa após disputa, quando um terço dos eleitores se abstém ou quando a metade da Câmara Municipal é posta porta a fora. Virá mensagem mais nítida do que foi possível ler nos milhares de cartazes.

     E o sujeito que se candidatar, seja lá para que cargo for, que não venha com o mesmo discursinho furado de sempre: “Por mais saúde, educação e justiça social”. Não, isso não! Informe-se sobre as atribuições da função e reflita como poderá contribuir por uma sociedade mais evoluída. Não venha encher mais a paciência do eleitor. Ela já estourou. (transcrito do jornal O Tempo)

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